Christopher McDougall explora os mistérios do desejo humano de correr. Como é que correr ajudou os primeiros humanos a sobreviver -- e que impulsos dos nossos remotos antepassados mexem connosco hoje? Na TEDxPennQuarter, McDougall conta a história do maratonista com um coração de ouro, do improvável ultra-corredor, e da pouco conhecida tribo no México que corre para viver.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
A Minha "Odisseia" 7ª Maratona do Porto"
Domingo, 7 de Novembro, é dia da 7ª Maratona do Porto, a manhã está cinzenta e com aquela chuvinha que quase passa despercebida, o tempo está a incentivar aquele milhar de atletas que estão dispostos a enfrentar a míticas distância dos 42,195 Km, quer chova quer faça sol.
Os Porto Runners começam a aparecer de todos os lados, afinal éramos mais de 300. A foto da praxe com a malta do clube estava marcada para as 8h30 junto à porta do Palácio de Cristal. Seguiu-se o aquecimento e a ida para a linha de partida.
O ambiente está efusivo, somos convidados a olhar para um ecran gigante estrategicamente colocado que nos mostra as imagens da edição anterior, ao som de uma banda daquelas que penetram no espírito de todos e faz com que cada um acredite mais em si mesmo.
O locutor deseja uma boa prova a todos e é dado o tiro de partida. Subimos a Rua de Julio Dinis como que nos despedindo da partida e dispostos a atingir a meta, a paisagem é bem diferente dos outros dias, pois o cinzento do alcatrão foi substituído por milhares de atletas envergando camisolas de várias cores uma multidão feliz. Começa a descida e a passagem pelo Estádio do Bessa.
Alguns companheiros do PortoRunners passam por mim, incentivando mas estava no “meu” ritmo”, o retomar da Av. Da Boavista e a passagem pelo local da Meta, no Parque da Cidade. Sentia-me mal sem preparação para o desfio mas confiante. No 1º retorno, junto ao Edifício Transparente, vou a “curtir” as minhas músicas atento ao que se passa ao meu redor, ia sendo ultrapassado e sem ultrapassar, mas tudo bem, o caminho faz-se caminhando e as Maratonas fazem-se correndo ao nosso ritmo. Ponte D. Luís. Passei já os quenianos tinham voltado.
O caminho para a Afurada, é sempre entusiasmante pois aquela gente maravilhosa da Afurada não deixa de nos dar o seu apoio, e quem andas nestas coisas entende bem o valor que tem um estimulo destes. À saída da Ponte D.Luís , 25Km já estavam percorridos mas começa uma das partes do percurso psicologicamente mais marcantes pela negativa, até ao retorno dos 28,5km. O muro dos 30km está ultrapassado, o meu Aquiles esquerdo começa a dar sinal de descontentamento, a que lentamente se tinha instalado, despoleta numa dor mais forte.
Entre a desistência e o abrandar ritmo, deitando por terra os “tempos” tomei a decisão que julgo ter sido a mais acertada, reduzir drasticamente o ritmo e suportar a dor. Nesta luta entre eu e o meu Aquiles , encontro um Companheiro de corrida, que desconhecida até aquele momento, ele também decido a desistir, tive a coragem de o incentivar e ele acedeu, foi a minha companhia até ao cortar a Meta.
À passagem do túnel, 31km . Propus ao meu novo companheiro de percurso - Rui, um alargar do passo, algo do tipo entre a marcha e a corrida, e acedeu e lá nos lançamos em mais uma etapa até à grande final.
37Km. O Aquiles volta a “queixar-se” como que a dizer não abuses que eu posso rebentar! Não vinha nada a calhar. Tive mesmo de voltar a abrandar, o Rui acompanhava e agradecia sempre que se impunha um abrandamento do ritmo. Passava os atletas que vinham atrás.
Rotunda do Castelo do Queijo: Estamos a contornar a dita cuja rumo ao edifício transparente e para grande espanto vejo o Mark Macedo a passo, admiração total, pergunto o que se passou e tenho uma resposta imediata “Rebentei” Acontece Iniciamos a última subida. Já nada nos podia fazer desistir. Como que uma força secreta sai das pernas já cansadas e adrenalina de cortar a meta com os nossos filhos dá um impulso que faz esquecer a dor.
Avista-se o pórtico dos 42Km. Levo um ritmo razoável, pois comecei a passar alguns atletas e a afastar-me do Rui. As pessoas que estavam na avenida, aplaudiam, e como que formavam uma passagem triunfal junto ao pórtico, a partir do qual estavam instaladas as vedações da zona de chegada.
A curva para a esquerda vem ao meu encontro o meu filho Francisco , a passadeira vermelha, e lá está o meu filho mais velho na sua cadeira de rodas, pois tem o pé partido e não pode andar, recebo aplausos de pessoas do meu Clube e de desconhecidos, o Francisco segue comigo como que a reboque, agarro a cadeira de rodas e empurro até à linha da meta olho para o relógio 4h58m00s! Não foi um tempo razoável nem tão pouco um bom tempo.
Falhei no relógio, mas conquistei o meu objectivo, a razão porque sofri para cortar a meta.
Os meus Filhos…
Tome nota…
-Dez quilómetros=13700 passos=2h30 de caminhada = 728calorias queimadas.
Dos dez mil passos que devemos dar todos os dias, três mil devem ser contínuos e a ritmo constante.
-Os benefícios aparecem após três meses e meio de prática regular de exercício (cinco vezes por semana, OMS)
-Pode perder, por hora, até seiscentas calorias a correr,450 calorias a andar de bicicleta e 250 calorias as caminhar.
-Dez mil passos equivalem a quase oito quilómetros, a uma perda de 250 calorias e a uma redução do risco de ataque cardíaco de 34 por cento (cinco vezes por semana).
-Passos vs. qualidade de vida: até cinco mil passos - sedentária; de cinco a dez mil passos –
activa; de dez a treze mil passos – perda de peso.
-Passos vs. queima de calorias: Gasta-se uma caloria por cada quilo de peso, por cada quilómetro percorrido (exemplo: uma pessoa de 90Kg a correr 5Km gasta 450 calorias, porque gasta noventa calorias por quilómetro. A caminhar depressa, a mesma pessoa gasta, ao fim de
5Km, 315 calorias, porque na marcha o gasto calórico é: 0,7 calorias por Kg, por Km).
18 razões para caminhar, correr e pedalar
-Emagrece e faz perder, sobretudo, a gordura abdominal profunda;
-Diminui o stress e alivia os sintomas de depressão;
-Tonifica os músculos;
-Fortalece os ossos;
-Diminui o mau colesterol (LDL) e aumenta o bom (HDL);
-Reduz os triglicerídeos;
-Melhora a sensibilidade à insulina, de que resulta um menor risco de diabetes;
-Beneficia o coração;
-Melhora o fluxo de sanguíneo;
-Pode prevenir a osteoporose;
-Diminui a pressão arterial, o risco de lombalgia, de arterioesclerose, de derrame cerebral, e de aparecimento de varizes;
-Corrige a má postura;
-Acelera a recuperação de uma cirurgia;
-Facilita a respiração e o parto natural.
Quantas horas treinar?
O Colégio Americano de Medicina Desportiva (CAMD) estabeleceu para um adulto saudável ocidental os níveis máximos exigíveis para a actividade física moderada e intensa, e os níveis a partir dos quais há ganhos demonstrados se conseguir cumprir o número de horas de treino semanal. Níveis mínimos: em modo moderado, 2h30 de exercício semanal (pode reparti-lo por trinta minutos cinco vezes por semana); quem tem capacidade para ir mais além na intensidade, 1h15 de exercício intenso por semana – isto é o suficiente poara manter o bom funcionamento das articulações. Se o objectivo é perder peso, tem se “puxar” pelo corpo um pouco mais: cinco horas por semana em modo moderado ou 2h30 por semana em modo intenso. Se acrescentar exercícios de força (pesos e máquinas de musculação) duas vezes por semana, mais benefícios terá.
Ar livre aumenta humor e auto-estima
Investigadores da Universidade de Essex, Reino Unido, analisaram 1250 pessoas e concluíram que os desportistas em espaços verdes tinham uma auto-estima maior e um humor mais apurado. As pessoas mais sedentárias, stressadas e deprimidas foram as que manifestaram os efeitos mais evidentes resultantes da caminhada, da corrida, da bicicleta e da jardinagem. O mais espantoso é que bastam cinco minutos para obter resultados. É que o sol e o ar livre libertam melatonina e endorfina, as hormonas do humor e bem-estar.
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